Silêncio Como Respiração

by Basalt

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1.
Dasein 04:54
DASEIN Expresso no imediato e do inevitável Ser presença, construção, do ser em relação Corporificar, substância do tempo Existência é essência. E o poder de ser Tudo morre Desde o nascer Vagar em angústia Cavar respostas Lutar - Ser Caos | Olhar – Escuridão A razão é posta inversa Sentido ou verdade? Em cada destroço A fração do que somos Não existe propósito Longo é o caminho Ser mundo e existir Como é viver? A razão é posta inversa Sentido ou verdade Em cada destroço A fração do que somos Não existe propósito Longo é o caminho Ser mundo e existir Quem somos nós? Quem somos nós? DASEIN Expressed through the immediate and unavoidable Being, construction of the related Embodiment, substance of time Existence is the essence. The power of being   Everything dies From birth Roam in distress Dig for answers   Fight – Be Chaos | See – Darkness   Reason is placed in reverse Feeling or truth? Within every wreckage A fraction of who we are There is no purpose Long is the path Be the world and exist How to live?   Reason is placed in reverse Feeling or truth? Within every wreckage A fraction of who we are There is no purpose Long is the path Be the world and exist Who are we?   Who are we?
2.
Circumspice 03:20
CIRCUMSPICE [Olhe ao redor] Ao ver um monumento Olhe ao redor Bronze e ouro Rocha e aço Qual é o nome abaixo? 
 Um rei? Mártir? Quantas vidas, lhe custou? 
 No mar de sangue apodreceu Quantos levou junto? 
 Lhe falaram sobre honra E da glória em morrer A terra cobre os teus ossos Ninguém lamenta 
 E se esquecem 
 Todo monumento É cova sem corpo Legado do vazio Ode a estupidez No mar de sangue apodreceu Quantos levou junto? Morrer em vão 
 Roubam a mente Tomam o corpo E o que resta É apenas, morrer CIRCUMSPICE   [Look around]   When looking at a monument Look around Bronze and gold Rock and steel What is the name underneath? A king? Martyr? How many lives has it cost? Rotten in the sea of blood How many have been taken?  You have been told about honour And the glory of dying Earth covers your bones No one mourns And they forget Every monument A bodiless grave Empty legacy An ode to stupidity   Rotten in the sea of blood How many have been taken?   Die in vain They steal the mind Take the body All that is left Just to die
3.
Melancolia 05:44
MELANCOLIA O evangelho dos vencidos Reza o mantra de heróis mortos Pesa o mundo em minhas costas Em um túnel que não acaba O amuleto de toda dor Sob a capa de feridas abertas Pende inútil e vazio A deriva do tempo Meu veneno Minhas veias Meu inimigo Sou eu mesmo Aprisionado, estou ciente Paralisado em angústia Em mim mesmo, pouco posso ver Não há sol, não há sol no céu Isolado e indiferente Afogado em apatia Ansiedade arde eterna É o verme em minhas entranhas Templo de lamentação Esperanças são entregues Morar sem ter lar Vagar sem ter onde Orfandade Amadurecer e esperar Vejo a grande sombra, paira sobre mim Aprisionado, estou ciente Paralisado em angústia Não há sol. Não há sol no céu Não há sol no céu Não há Tormento e aflição Tanta dor guardada Sem energia Para vencer   MELANCHOLY   The gospel of the defeated Prays the mantra of dead heroes The world weighs on my back In a never-ending tunnel   The amulet of every pain Under a cloak of open wounds Hangs empty and aimlessly In the drift of time   My poison My veins My enemy Is myself   Imprisoned, I am aware Paralysed by disgust Inside myself, I can barely see There is no sun, there is no sun in the sky   Isolated and indifferent Drowned in apathy Forever burning anxiety The worm in my guts    Temple of sorrow Hope is left behind Live without a home Wander with nowhere to go Orphaned   Age and wait I see the great shadow hover over me Imprisoned, I am aware Paralysed by disgust   There is no sun There is no sun in the sky There is no sun in the sky Nothing   Torment and affliction So much stored pain No power To win
4.
Anamorfose 04:41
ANAMORFOSE Metafísica versus matéria Cabe fé onde há razão? Ordenar ou qualificar? Existe prece dentro do cálculo? Vagar pela escuridão Entre a luz ou a ilusão? Negar o sacro santo Ou a ciência estabelecida? 
Matamos Deus
 Antes do amanhecer Dominamos o fogo Do fim dessa era Erguemos esse mundo Vencemos O medo ancestral Dar sentido Evoluir a criação 
Ergueu as mãos aos céus Orou pelo que não veio Quantos morreram O tempo ri de nós Toda matéria se esvai Toda obra vira pó O fim se tem por certo Morte é comunhão Pela fé se mata e morre O saber traz as armas Pela fé se mata e morre Ergueu as mãos aos céus Orou pelo que não veio Quantos morreram, esperando O tempo ri de nós ANAMORPHOSIS   Metaphysics against matter Is there room for faith where there is reason? Ordain or evaluate? Is there a prayer within the calculation? Wander through darkness Between the light or the illusion? Deny the sacrosanct Or the established science?   We have killed God   Before dawn We mastered fire From the end of this era We raised this world We defeated The ancient fear To make sense Evolve the creation 
Hands raised towards the sky Prayers went unanswered How many have died Time laughs at us All matter is gone All work turns to dust The end is certain Death is communion Kill and die in the name of faith Knowledge provides the weapons   Kill and die in the name of faith Hands raised towards the sky Prayers went unanswered How many have died, waiting Time laughs at us
5.
DIAS DE PASSADO NO PRESENTE Sou obrigado a fugir O não desejado em uma terra estranha Vago na desolação do mercado Das relações e almas precificadas Filósofos morreram e a história é narrativa dominante Conhecimento é servir a função instrumental A era do atraso, louvada como progresso Dias de passado no presente Vejo a marcha decadente Orgulhosos da própria ignorância A velha ordem volta E o ódio é sua bandeira Os novos deuses abençoam seus arautos A liturgia é intimidade do espetáculo O vazio da existência, solidão Viver, se conformar, rebeldia é condenação Vejo a marcha decadente Orgulhosos da própria ignorância A velha ordem volta E o ódio é sua bandeira Dias de passado no presente Toda tolerância se esvai Liberdade feita imoral Imoral Liberdade Dias de passado No presente Xenofobia ergue o muro Pós verdade e anti política Todo processo de retrocesso Assegura o fim da humanidade   DAYS PAST IN PRESENT   I am forced to flee The undesired in a foreign land I wander in the market’s barren land Of priced relationships and souls   Philosophers died and history is the narrative of the powerful Knowledge is to serve the instrumental function The age of regress praised as progress Days past in present   I see their decaying march Proud of their own ignorance The old order is back And hate is its flag   New gods bless their heralds Liturgy is the spectacle’s intimacy The void of existence, loneliness To live, conform, rebellion is damnation   I see their decaying march Proud of their own ignorance The old order is back And hate is its flag   Days past in present All tolerance vanishes Freedom becomes immoral Immoral Freedom Days past In present   Xenophobia builds the wall Post-truth and anti-politics Every stage of our regression Ensures the end of mankind
6.
SILÊNCIO COMO RESPIRAÇÃO Solitude, uma resposta Isolamento Por respeito A si mesmo Solidão, autognose Entendimento Por respeito A si mesmo Guardar-se em si Consciência no isolar Auto entendimento Quietude aprofundar Anular toda inferência do externo para mente clarear Mergulho racional do instinto, matriz primordial encontrar Silêncio como respiração Cultivar o foco Contemplação O um e o todo Corpo é cosmo Silêncio de toda voz Plenitude concentração Impermanência Resgatar o essencial Silêncio como respiração Universo em mim Transcendência Sou uno de todos Universo [Silêncio] Sou uno de todos [Respiração] Silêncio como respiração [Transcendência] Silêncio como respiração [Imanência] Erguer Sagrado de si Equilíbrio Planar Em transe profundo Alinhar-se Sentir a raiz do mundo   SILENCE AS BREATHING   Solitude, an answer Isolation Out of respect For yourself Loneliness, self-conscious Understanding Out of respect For yourself   Keep to yourself Consciousness in isolation Self-awareness Deepened silence   Repeal all external distraction to clear the mind Instinct takes a rational dive, discover the primordial matrix   Silence as breathing   Cultivate focus Contemplation One and all Body is the cosmos Silence of every voice Plenitude, concentration Impermanence Rescue the essential   Silence as breathing   The universe within me Transcendence At one with the whole   Universe [Silence] At one with the whole [Breathing]   Silence as breathing [Transcendence] Silence as breathing [Immanence]   Raise Holiness of the self Balance Soar In deep trance Align yourself Feel the root of the world
7.
SIMULACRO|BINÁRIA I - Simulacro Olhos que miram o vácuo de si Contemplação e passividade como um fim Autoimagem, celebração o nada que se é Laços fracos, relações que se esfacelam O etéreo sem raízes e a letargia Um simulacro de existência vazia Na mordaça auto imposta Sonhos pré-programados Viver, consumir e apodrecer Nada sobra de humanidade Rumando para o nada Destino – Submissão O etéreo sem raízes e a letargia Um simulacro de existência vazia Simular Existir [Se esvai sem ser] II - Binária Personas controladas Inconscientes Domínio virtual Alienação Repetidores do alheio Esvaziados Enfraquecidos Na escuridão eu te vejo Vazio seu olhar Você teme tudo  Que não entende Temor primal Humanismo chega ao fim Morreu toda criação   SIMULACRUM|BINARY   I - Simulacrum   Eyes gaze at the void within Contemplation and passivity as a purpose Self-image, celebrate our nothingness Weak bonds, relationships wither   The rootless ethereal and the lethargy An empty existence simulacrum   Within our self-imposed gag Pre-programmed dreams Live, consume and rot No humanity remains   Bound to nothingness Destination – Submission   The rootless ethereal and the lethargy An empty existence simulacrum   Simulate Exist   [Gone without being]   II - Binary   Controlled personas Unconscious Virtual dominance Alienation Random regurgitators Emptied Weakened   In the darkness I see you The void in your stare You fear everything You do not understand Primal fear   Humanism reaches its end All creation perished

about

Basalt's first full-length rite for Ritual Productions exemplifies their seething mistrust and subsequent undying defiant spirit in the face of revulsive political rhetoric and tumultuous times.

Formed in 2015, in the riff metropolis of São Paulo, Brazil, Basalt unify elements of doom, black metal and dark experimental tones, subverting musical archetypes and create new extreme audio terrains. Harkening to the dense low-end, cavernous and intense depths of the heavy sonic, the band fuse this fury with extraordinary ambient and atmospheric scope, incorporating a unique channelling of influences and sounds. Melding rawness and discordance with progressive and expansive breadth, Basalt truly wield aural transgression and transformation.

credits

released June 12, 2020

Basalt:
Marcelo Fonseca – Vocals
Pedro Alves – Guitars/Vocals
Luiz Mazetto – Guitars
Victor Miranda – Drums
Leonardo Saldiva - Bass

Music by Basalt. Lyrics by Marcelo Fonseca. 
Produced by Basalt, Muriel Curi & Erick Cruxen
Recorded at Dissenso Studio, São Paulo, between October 2018 and January 2019
Additional recording at Kaum Estúdio, São Paulo, between February and March 2019
Mixed by Muriel Curi at Dissenso Studio, between May and July 2019
Mastered by Neto Grous at Absolute Master, Capivari, São Paulo, in December 2019
Executive Production by Cristiane Richardson / Ritual Productions
Artwork by Paulo Jeca Schulz -  instagram.com/jecapaul

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about

Ritual Productions London, UK

Ritual Productions is a record label based in London, launched in the Winter 2010.

Bong / Ramesses / 11Paranoias / Drug Cult/ Ancient Lights / The Poisoned Glass/ Basalt / Thralldom/ Viviankrist / Ghold / Nibiru

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